O estudo, chamado ABCD Study (Adolescent Brain Cognitive Development), está sendo conduzido há mais de dez anos, com mais de 11.000 pessoas, em 21 cidades americanas, a um custo de mais de 300 milhões de dólares.
O estudo inclui até o momento mais de 4.000 exames de imagens cerebrais dos participantes. Alguns dos dados preliminares do estudo:
- A exposição constante à telas de computador e celular leva a atrofia do córtex cerebral, com redução da receptividade de informações dos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar).
- Há uma aceleração do processo de envelhecimento cerebral.
- Há dados preliminares de que o uso de redes sociais traga aumento da liberação de dopamina, um neurotransmissor relacionado ao sistema de recompensa e a comportamentos relacionados ao vício.
- Houve associação direta entre tempo de exposição e pior desempenho em testes de linguagem e matemática.
- As habilidades desenvolvidas em jogos de computador, ao contrário do que se pensava, não são traduzidas em aumento de habilidades na vida real. Um exemplo são crianças que aprenderam a usar jogos de empilhar blocos em 2D não conseguiam transferir essas habilidades a jogos em 3D.
- Foi apurada uma correlação em meninas (que ainda requer mais estudo) entre tempo de uso de redes sociais e automutilação.
- Adolescentes que utilizaram redes sociais menos de 30 minutos por dia apresentaram muito menos sintomas depressivos e autodestrutivos.
Referências: